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Por Juliana Magano
Assinaturas digitais movimentaram mais de US$1 trilhão em 2023!
O mundo digital trouxe inúmeras facilidades para o nosso cotidiano, desde buscas onlines até socializar com pessoas que estão do outro lado do planeta. Tudo isso de forma instantânea. Uma das maiores revoluções pós-internet é o conceito de streaming e, com ele, a assinatura digital.
A evolução da economia de assinaturas progrediu em fases na última década. No início da década de 2010, ela se limitava a setores como jornais, revistas e serviços de TV a cabo. De 2015 a 2020, o e-commerce evoluiu, derrubando barreiras de pagamento e introduzindo empresas internacionais e aplicativos em dispositivos móveis. Hoje, 70% dos consumidores fazem compras online.
Tudo começou com a “dona” Netflix, que passou de um site de aluguel de DVDs para o streaming. A pioneira digital arriscou tudo e foi na contramão da principal cadeia de vídeos, a Blockbuster, oferecendo conteúdos online que podiam ser assistidos diversas vezes a qualquer hora. Tudo isso a um preço acessível!
Desde a onda de cancelamento da TV a cabo, há 15 anos, os streamings ganharam um espaço cativo na vida e no bolso das pessoas. Hoje, estamos rodeados das mais variadas assinaturas digitais, como: ouvir músicas no Spotify Premium, assistir filmes em Prime Vídeo/Netflix/Max/Disney/Etc, trabalhar através do Canva Pro, ler livros no Kindle e até encontrar o amor com a assinatura do Tinder.
Será que essa conta fecha?
O mercado de assinaturas digitais cresceu tanto nos últimos que, em 2023, movimentou mais de US$1 trilhão. Esse valor corresponde a mais da metade do PIB brasileiro, US$1,92 trilhão. Para 2024, espera-se um novo marco, fechando o ano com movimentação de US$1,26 trilhão e, em 2025, US$1,49 trilhão. Hoje, o segmento representa 28% do e-commerce global e a expectativa é que ele possa chegar a 33% até 2025, ou seja, um terço de todas as vendas digitais.
Enquanto isso, a economia de assinaturas na América Latina, em 2023, movimentou mais de US$20 bilhões, com perspectiva de dobrar o valor até 2026 (chegando a US$39 bilhões). Na América Latina, 66% do mercado de e-commerce estão no Brasil e no México. Tanto o e-commerce quanto a economia das assinaturas cresceram 30% nos anos de pandemia (2020 e 2021).
Essa conta não fecha!
A cada lançamento, o mercado de plataformas de streaming se aproxima mais da tradicional TV a cabo. Com filmes, séries, documentários e reality shows exclusivos, o caminho para ter acesso a tudo acaba passando por múltiplas assinaturas. Os preços individuais baixos, variando de R$9 a R$60 reais, aliados ao faturamento recorrente, dão a falsa sensação de economia.
Mas, no final, essa conta pode ser bem salgada, uma vez que a fatura do cartão vai engordando à medida em que mais opções são adicionadas. Ao colocar na ponta do lápis, dá até saudade da TV tradicional.
O faturamento recorrente ajuda a não perder o prazo de renovação das assinaturas, mas também gera comodidade e esquecimento na hora de cancelar. No Brasil, um em cada cinco pessoas paga por seis ou mais assinaturas, enquanto um estadunidense gasta, em média, US$273 com streamings por mês.
Uma pesquisa divulgada pelo site Tecnoblog mostrou que a assinatura de sete serviços populares de streaming em seus planos básicos, custaria R$241 por mês para o consumidor. Se somarmos essa conta ao longo do ano, o total passa de R$2.800. Isso levando em consideração apenas as assinaturas de streamings, sem somar o valor de aplicativos de locomoção, exercício, delivery, educação, etc.
Você consome tudo que paga?
É preciso ter atenção ao contratar esses serviços. Separamos algumas dicas que podem te ajudar a reavaliar e controlar esse orçamento. Utilizamos como base os streamings de audiovisual, mas elas valem para qualquer tipo de assinatura digital!
– Avalie se você realmente vai usar: Muitas pessoas contratam o serviço, usam eventualmente, mas pagam todos os meses;
– Prefira um contrato mensal: Assim, você pagará pelo serviço apenas nos períodos em que realmente vai usar;
– Assine um streaming de cada vez: Contrate, assista tudo que tiver que assistir nele e, depois, pense em contratar mais um;
– Planos familiares podem ser uma opção: Assim, é possível dividir os custos e manter a variedade;
– Cuidado na hora da renovação: Um ponto importante é estar atento às datas para não acabar estourando o orçamento;
– Estipule um valor máximo: se você quer ter mais de um streaming por vez, estipule um valor e coloque na ponta do lápis quantas assinaturas cabem nele. Vá substituindo as assinaturas conforme for deixando de utilizar.
Seguindo esses passos, você pode cortar a gordura do seu orçamento e, assim, ter mais dinheiro para fazer outras coisas de que gosta e, porque não, investir! Isso tudo sem deixar de lado suas séries favoritas!
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