
Por Juliana Magano
Music Business
Todo mundo tem músicas favoritas, que são impossíveis de ouvir uma vez só, ou um artista por quem daria tudo para assistir a um show de camarote. É essa paixão pela música que movimenta um mercado bilionário que vem atraindo os olhares das empresas e investidores.
O movimento de aumento da disponibilização de grandes hits, clássicos ou contemporâneos, através dos streamings potencializou o consumo e a comercialização do meio musical. Tudo isso gerou uma nova tendência: a venda dos catálogos musicais e direitos autorais de grandes artistas como: Queen, Bob Dylan, Shakira, Justin Timberlake, David Bowie, Justin Bieber, Sting e muitos outros.
Para as gravadoras e empresas de investimentos, adquirir esses direitos é um negócio atrativo e rentável. Com isso, elas conseguem retorno do investimento através de royalties, licenciamento, acordos de marca, entre outros. Quanto maior o artista, maior o valor pago. A Universal Music, em 2021, adquiriu o catálogo de mais de 600 canções do artista Bob Dylan por cerca de US$ 400 milhões, cerca de 25 vezes o que a lista arrecadaria em um ano.
Recentemente, a Universal anunciou que está em negociação com a Disney para adquirir o catálogo musical da banca Queen pelo valor recorde de US$1 bilhão. O valor é fruto do sucesso do filme vencedor do Oscar, “Bohemian Rhapsody”. O filme conquistou o certificado diamante para a música de mesmo nome, 40 anos depois do lançamento.
A maioria das grandes negociações recentes envolvem a empresa de investimento britânica Hipgnosis. Só em 2021, gastou mais de US$ 1 bilhão de dólares comprando os direitos de mais de 13 mil canções, da Beyoncé a Blondie.
Merck Mercuriadis, executivo por trás da Hipgnosis afirmou ao jornal The Guardian que “Certas canções são previsíveis e confiáveis no que diz respeito à quantidade de plays que elas recebem. Quando digo que é melhor que ouro ou petróleo, é porque não tem relação com o que acontece no mercado.”.
Os ativos musicais se mostraram um grande investimento, pois estão mais estáveis e muitas vezes mais valorizados em comparação a outros mercados. Seria esse novo ramo música para os ouvidos investidores?
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