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- Israel vs. Irã: Toda guerra tem começo, meio e fim!

Por Juliana Magano
Às vezes, até um prólogo.
O conflito entre Israel e Irã não começou agora, mas os últimos capítulos chamaram a atenção do mundo inteiro. Essa relação tensa se arrasta desde 1979, marcada por desconfiança, ameaças nucleares e rivalidades regionais. Porém, em junho de 2025, a escalada ganhou contornos dramáticos: Israel lançou a operação “Rising Lion”, com bombardeios a instalações estratégicas iranianas, incluindo centros nucleares. A resposta veio com mísseis e drones, atingindo cidades israelenses como Tel Aviv e Haifa.
O impacto foi imediato nos mercados globais. O barril de Brent disparou até 20%, beirando os US$ 80, reflexo do temor sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Como destacou, no dia 18 de junho, Bruno Suzuki Rangel, analista de diversificação internacional da InvestSmart, “a possibilidade de envolvimento direto dos EUA adiciona incerteza significativa e pode levar a uma escalada regional com repercussões mais amplas.” Ainda assim, ele ressaltou que, até aquele momento, os índices americanos se mostravam resilientes, apoiados por fundamentos econômicos e expectativa de política monetária.
Pouco depois, quem resolveu mostrar como se faz? Isso mesmo! A grande nação americana!
A entrada dos Estados Unidos no conflito elevou ainda mais o grau de tensão. O país bombardeou instalações nucleares no Irã, sinalizando um movimento mais direto no tabuleiro. Porém, a reação do mercado começou a mudar. Em 23 de junho, Vitor Cavalieri, head internacional da InvestSmart, avaliou que o temor inicial foi exagerado. “A ameaça do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz seria um tiro no pé, prejudicando mais o próprio Irã e a China, seu principal parceiro comercial. O ataque às bases americanas no Catar foi uma retaliação simbólica e ineficaz, o que o mercado interpretou como sinal de enfraquecimento iraniano.” Resultado? O petróleo devolveu parte da alta.
Mesmo com o cenário de incertezas, o mercado americano mostra força. Porém, dois riscos seguem no radar: a possível escalada da guerra e a questão fiscal americana, que pode limitar a margem de manobra da política econômica no médio prazo.
Agora, no fim de junho, um cessar-fogo frágil foi firmado, ainda sem garantias de paz duradoura. O mundo respirou aliviado, mas continua atento. Afinal, os impactos econômicos de guerras como essa ultrapassam fronteiras, afetando commodities, inflação e os rumos dos investimentos.
Mesmo em tempos incertos, você pode sempre contar com os profissionais da InvestSmart!
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